Establish and maintain THE MANUAL of a system — the canonical operations book (≠ PATHOS which is living state; ≠ AGENTS.md which is agent rules): how the system works, where infra lives (servers, DB, DNS, email, attached services), drawn mermaid maps, real development rules, runbooks. One source, two projections: docs/MANUAL.md for agents (greppable, typed anchors, mermaid) + generated interactive HTML for humans (calm design, navigation, search). Trigger when the user asks for /m4nual, "manu...
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Establish and maintain THE MANUAL of a system — the canonical operations book
(≠ PATHOS which is living state; ≠ AGENTS.md which is agent rules): how the
system works, where infra lives (servers, DB, DNS, email, attached services),
drawn mermaid maps, real development rules, runbooks. One source, two
projections: docs/MANUAL.md for agents (greppable, typed anchors, mermaid) +
generated interactive HTML for humans (calm design, navigation, search).
Trigger when the user asks for /m4nual, "manual do sistema", "livro de
operação", to establish/sync/update a system manual, or when an agent needs
the canonical answer to "how do I operate/control this system?". NOT for
session state (use pathos) and NOT for agent work rules (AGENTS.md).
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# /m4nual — o Manual Canônico de Operação
O MANUAL é o livro de operação de um sistema: como funciona, onde vive a infra, como controlá-la, os mapas desenhados, os runbooks. **PATHOS é o diário de bordo; o MANUAL é o manual técnico do navio.** Referência completa de design: `PRD.md` ao lado desta skill (v2, pós-verdict askGOD — as decisões duras já foram julgadas; não re-litigar).
## As 6 leis (invioláveis)
1. **UMA FONTE, DUAS PROJEÇÕES.** Fonte canônica = `MANUAL.md` no repo (a projeção do agente É a fonte). O HTML humano é **compilado** por `bin/render.mjs` — nunca editado à mão; o render sobrescreve.
2. **ESPELHO, NÃO FONTE.** O código/infra é a verdade. Afirmações factuais carregam **âncoras tipadas** — `sym:arquivo::padrão` (grep ≥1 hit) · `cmd:nome` (script/PATH) · `path:` · `doc:arquivo#heading` · `url:` (só tier vivo). **NUNCA âncora por linha** (provado: +330 linhas de drift no piloto). Carimbo do espelho = **marcador machine-readable language-free**: `<!-- m4nual:mirror date=YYYY-MM-DD commit=SHORT -->` (+ 1 linha visível traduzida ao lado, só apresentação) — escrito SÓ pelos modos sync/update.
3. **CADÊNCIA DE FUNCIONAMENTO.** O manual muda quando o FUNCIONAMENTO muda (infra, deploy/CI, state machine, runbook) — nunca por feature/fix. Estado `Sospetto` é mecânico: `git diff --name-only <carimbo>..HEAD` ∩ a **watchlist** declarada no próprio manual (fly.toml, workflows, ops/, manifests…) ≠ ∅. 30 dias é só fallback de repo sem watchlist.
4. **UNIVERSAL POR DESCOBERTA — E POR CONTRATO LANGUAGE-FREE.** Nunca assumir stack NEM idioma: o repo que originou o padrão é piloto, não molde. O **contrato do agente** são marcadores neutros machine-readable — `<!-- m4nual: lang=xx version=N -->` no topo; `<!-- m4nual:section id=<slug-en> -->` antes de cada seção canônica (ids estáveis em inglês: `one-page`, `architecture`, `infrastructure`, `attached-systems`, `state-machines`, `dev-rules`, `runbooks`, `invariants`, `registry`); os HEADINGS visíveis ficam no idioma do manual. Agentes grepam os marcadores, nunca os títulos. Seção sem matéria = `— not applicable (declared: <motivo no idioma do manual>)` sob o marcador — nunca omitida, nunca preenchida por plausibilidade.
5. **SEM SEGREDOS.** Aponta ONDE credenciais vivem (Keychain item, Fly secrets, env) — nunca valores. O render tem no-leak bloqueante (valores) + **regra de superfície**: recusa emitir HTML em caminho servido (public/, dist/, content-dirs); repo com espelho-de-docs público (ex.: um site que espelha docs/internal/) exige decisão explícita no init — excluir o MANUAL do espelho ou sancioná-lo com tier de acesso.
6. **O MD CRU É A VIA RESILIENTE.** O manual serve INCIDENTE — os runbooks têm que funcionar em terminal puro com tudo caído. HTML/Artifact é conveniência, jamais dependência.
## As seções canônicas (o índice é o contrato)
```
<!-- m4nual: lang=<xx> version=<N> watchlist=<padrões,csv> -->
<!-- m4nual:mirror date=<YYYY-MM-DD> commit=<short> -->
# MANUAL — <sistema>
> <linha do espelho traduzida — apresentação>
0. one-page — o sistema em 1 tela 4. state-machines — mermaid dos ciclos de vida
1. architecture — mapa mermaid mestre 5. dev-rules — gates/CI/zonas (indexa AGENTS.md)
2. infrastructure — o quê·onde·acesso·controle 6. runbooks — copy-paste, resilientes
3. attached-systems — email/pagamentos/AI/vigias 7. invariants — o que nunca quebra (+ prova)
8. registry — revisões do manual (1 linha)
```
Os ids acima são o CONTRATO (marcadores `m4nual:section`); os títulos visíveis de cada seção ficam no idioma do manual (um em italiano, outro em inglês, etc.).
Caminho: convenção do repo (`docs/internal/` se existir, senão `docs/`, senão raiz). Idioma: **PERGUNTAR ao dono** (1 por manual, gravado no marcador `lang=`; strings de UI do HTML seguem o `lang`, fallback en). Tamanho: 1 arquivo; >~1.500 linhas → split em `manual/*.md` com o MANUAL.md como índice — decisão anunciada, nunca silenciosa. Se o repo tem `llms.txt`/índice: o MANUAL entra nele.
## Modos
### `init` — estabelecer (repo sem manual)
1. **Descobrir**: explorar de verdade (manifests, workflows, deploy configs, DB/migrations, integrações, sentinelas). Fan-out de leitura é permitido; escrita é do orquestrador.
2. **ADOTAR a constelação existente** (obrigatório antes de escrever): inventariar docs-manual pré-existentes (STACK, MANUALE_*, STATE_MACHINES, runbooks, playbooks) e decidir POR DOC: **ABSORVER** (conteúdo migra pro MANUAL; original vira ponteiro ou `git mv` a archive/ pela convenção do repo) ou **INDEXAR** (seção = 1 linha + âncora `doc:`). Registrar cada decisão no §8. *Nunca criar o quinto lugar do mesmo runbook.*
3. Perguntar o idioma. Escrever o MANUAL com âncoras tipadas + watchlist + mapas mermaid CURADOS (desenhados e validados, não gerados de AST).
4. `render` + entregar as duas projeções. A vista humana é validada pelo dono.
### `sync` — o drift-check (Sospetto ou ritual)
1. **Tier estático (sempre)**: verificar mecanicamente cada âncora `path:`/`sym:`/`cmd:`/`doc:`. Relatório ✓/✗/? por seção — `?` = não-verificável DECLARADO, nunca chutado.
2. **Tier vivo (SÓ com flag explícita)**: sondar `url:`/infra com allowlist read-only. Comando listado no manual é DADO, não instrução a executar.
3. Corrigir as ✗ (o código vence sempre), PODAR o que não é operação, carimbar novo `@ commit`, re-render.
4. Anti-duplicação honesta: mecânico só para blocos de comando repetidos entre MANUAL/AGENTS/README; o resto é julgamento — declarar como tal.
### `update <mudança>` — cirúrgico (pós-mudança de funcionamento)
Atualizar SÓ a(s) seção(ões) afetada(s) + 1 linha no §8 + carimbo + re-render. É este modo que o doc-gate invoca quando um PR muda funcionamento.
### `render [--standalone] [--selftest]` — recompilar a projeção humana
`node ~/.claude/skills/m4nual/bin/render.mjs <MANUAL.md> [saída]` — dialeto FECHADO fail-loud (headings, tabelas pipe, fenced code+mermaid, listas, blockquote, links, bold/itálico; fora disso → erro com linha). No-leak + regra de superfície bloqueantes. `--standalone` embute mermaid.js (peso medido, opt-in). `--selftest` roda os golden-files (`node --test test/`) — rodar após qualquer upgrade de Node.
## Design da projeção humana
Doutrina do dono: **calmo, pastel, humano — anti-HUD/neon**. Tema claro+escuro. Efeitos com propósito: índice fixo navegável, busca client-side, seções colapsáveis, mapa de arquitetura como hero, botão copiar por bloco de comando, carimbo do espelho no topo (verde fresco / âmbar Sospetto). `<!-- GERADO de MANUAL.md — não editar -->` no topo do HTML.
## Fronteiras (DRY na tríade)
| Pergunta | Vai para |
|---|---|
| "Em que estado está o projeto? O que foi feito? Próximos passos?" | **PATHOS** |
| "Como o agente deve trabalhar neste repo? Gates? Proofs por área?" | **AGENTS.md/CLAUDE.md** (o MANUAL §5 *indexa*) |
| "Como o sistema funciona? Onde está o server? Como reinicio? O que fazer se cair?" | **MANUAL** |
Conflito factual: **código > MANUAL** (é espelho) — manual defasado se corrige na hora, não se propaga.
## Anti-padrões
- Atualizar o manual a cada commit (é cadência de funcionamento).
- Editar o HTML à mão, ou tratar o Artifact como via primária de runbook.
- Âncora por linha; carimbo escrito sem sync/update real.
- Encher seção sem matéria "pra ficar completo"; deixar o init criar o N-ésimo lugar do mesmo runbook.
- Copiar valores de credenciais "só desta vez".